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Percepção de Perigos

16 de janeiro de 2024 / Balmert Consulting

Neste mês, Paul analisa como nossa mente reconhece e percebe diferentes tipos de perigos. Talvez você não se surpreenda ao saber que nem sempre somos bons em reconhecer o que tem maior probabilidade de nos causar danos.

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Sem dúvida, você viu a manchete: Tampão da porta de aeronave se solta a 16.000 pés! Felizmente, os pilotos conseguiram conduzir com segurança o avião avariado de volta ao aeroporto, e todos sobreviveram à situação. O tampão da porta foi recuperado, assim como vários celulares pertencentes aos passageiros. Com o tempo, descobriremos como e por que isso aconteceu.
 
Por enquanto, saber o que aconteceu afetará sua escolha de onde se sentar em um avião? 
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 O processo de reconhecimento de perigos ocorre no espaço de cerca de 14 centímetros entre nossas orelhas. O mesmo acontece com a questão igualmente importante de decidir o que fazer depois que um perigo é percebido. Como somos humanos, esse processo funciona tanto de forma lógica quanto emocional. 
 
Analisado objetivamente, esse evento foi uma anomalia estatística. Era um avião novo, e uma falha como essa é praticamente sem precedentes. Você pode esperar ouvir tudo sobre isso no relatório da investigação. 
 
Além disso, ninguém ficou ferido. A aeronave foi projetada para continuar voando mesmo com a perda total da pressão da cabine. Estatisticamente, existem muitos outros perigos que merecem atenção séria, todos encontrados ao nível do solo e em deslocamentos de baixa velocidade.
 
Isso pode fazer todo o sentido, mas não é assim que nosso cérebro funciona. 
 
Ao imaginarmos um evento catastrófico como esse, com consequências que seriam chocantes — imagine ser sugado para fora de um avião, como aqueles celulares — e que está completamente fora do nosso controle, não há como não sermos afetados. Essas são as condições que levam as pessoas a temer um perigo, e um grau saudável de medo influencia o comportamento. 
 
No mínimo, da próxima vez que você se sentar ao lado da saída de emergência, provavelmente manterá o cinto de segurança afivelado durante todo o voo. 
 
Essa seria uma reação perfeitamente normal a um evento como esse. Mesmo que voar em uma companhia aérea comercial seja, de longe, a forma mais segura de viajar. 
 
Mas, da próxima vez que estiver no carro, ao volante e dirigindo, será ainda melhor garantir que seu cinto de segurança esteja afivelado e não usar o celular. Essa é uma combinação de perigos que deveríamos temer mais. Paul Balmert
Janeiro de 2024