Há cinquenta anos, o astronauta Neil Armstrong tornou-se o primeiro ser humano a pisar na Lua. Os cientistas e engenheiros da NASA conseguiram superar o maior desafio técnico — e o empreendimento humano mais arriscado — do século XX.
Durante a primeira década de voos espaciais tripulados nos EUA, nenhuma vida humana foi perdida no espaço. Em gestão de riscos, não há história de sucesso maior.
Isso não quer dizer que nenhuma vida tenha sido perdida na busca por esse objetivo ambicioso. Em 1967, um acidente fatal tirou a vida de três astronautas em solo: na plataforma de lançamento, durante um treinamento para a decolagem dentro de uma cápsula espacial hermeticamente fechada e enriquecida com oxigênio, quando um incêndio começou. O resgate mostrou-se impossível, em parte porque 28 travas mantinham a escotilha de entrada selada.
Em retrospecto, esse foi um evento não apenas evitável, mas também óbvio: uma atmosfera de oxigênio puro a 16 PSI, com uma das melhores invenções da NASA — o Velcro — colada por toda parte.
Combustível, oxigênio; só faltava uma fonte de calor, e bastava muito pouco para completar o Triângulo do Fogo. Por que você acha que todos aqueles cientistas e engenheiros deixaram de perceber esse risco potencialmente fatal?
Será que foi porque a cápsula e as tripulações estavam em solo? Porque nunca havia acontecido antes? Porque era apenas um exercício de treinamento? Porque a situação era simplesmente óbvia demais?
Paul Balmert
Julho de 2019
Notícias do MSP
Ignorando o Óbvio
15 de julho de 2019 / Balmert Consulting
Durante a primeira década de voos espaciais tripulados nos EUA, nenhuma vida humana foi perdida no espaço. Em gestão de riscos, não há história de sucesso maior…
