Há momentos em que o dano parece surgir do nada, de forma inesperada. Mas, se você perguntar a alguém que se feriu: “Você sabia que poderia se machucar fazendo ‘isso’?”, a resposta mais provável será: “Sim. Mas eu tinha quase certeza de que não aconteceria comigo.” Isso nos leva ao estudo de caso de hoje.
O caso ocorreu em um quartel de bombeiros, onde bombeiros e paramédicos realizam regularmente a manutenção de rotina de seus veículos e equipamentos. O problema? Um caminhão de bombeiros com a bateria descarregada, localizada no compartimento do motor sob a cabine. Para um socorrista treinado para atuar nas situações mais perigosas, trocar uma bateria pareceria uma tarefa simples e relativamente segura.
Desta vez, não foi.
Quanto ao que aconteceu, enquanto um profissional de manutenção e o paramédico verificavam o número do modelo da bateria para obter uma substituta, o sistema hidráulico que eleva a cabine aberta falhou. O paramédico foi esmagado entre a cabine de 2.500 lb e o compartimento do motor.
De fato, um incidente trágico.
A investigação conduzida pela Divisão de Segurança e Saúde Ocupacional do Arizona constatou que não havia documentação comprovando que o sistema hidráulico tivesse sido inspecionado anteriormente. O corpo de bombeiros foi multado por não dispor de procedimentos que garantissem que o caminhão de bombeiros pudesse receber serviços e manutenção com segurança.
Lições aprendidas, caso encerrado?
Clique no link, assista à reportagem e você encontrará um detalhe pequeno, mas de importância vital: o mecanismo de travamento integrado só funciona com a cabine totalmente elevada. No momento do incidente, ela não estava nessa posição, o que, na prática, a tornava uma carga suspensa.
Ninguém sabe se eles reconheceram esse perigo.
Se o perigo foi reconhecido, você acha que eles tinham “quase certeza” de que não se machucariam?
Balmert Consulting
Setembro de 2024
