Qual é o maior perigo: um avião comercial ou um mosquito?
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Se você baseasse sua escolha no tamanho do perigo, a resposta seria surpreendentemente óbvia: o avião a jato. Compará-lo a um mosquito é como comparar um martelo ao vírus da COVID. Mas não é assim que se comparam perigos e se decide quais deles merecem mais atenção.
Então, como fazer essa escolha?
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Uma base de comparação é considerar o dano potencial que um perigo pode causar. Você leva a COVID muito mais a sério do que um martelo, e por um bom motivo: o vírus é um perigo muito grave que já causou doenças graves e mortes. Um avião também pode causar isso.
Mas um pequeno e incômodo mosquito também pode, ao carregar e transmitir doenças.
Quanto a qual desses dois perigos aéreos realmente causa o maior dano, ao longo de um ano, em nosso planeta, mais de um milhão de pessoas morrem devido a riscos à saúde disseminados por mosquitos; e até setecentos milhões de outras pessoas sofrem danos graves.
Com base nisso, a resposta à pergunta sobre qual é o maior perigo se torna surpreendentemente óbvia: é o mosquito. Ele pode ser o maior perigo do planeta.
Mas e se as doenças transmitidas por mosquitos forem muito raras onde você mora?
Se você viaja de avião o tempo todo, mas raramente vai a lugares onde a malária é prevalente, o avião comercial seria o maior perigo — para você. Nesse caso, a resposta se baseia em sua exposição pessoal ao perigo.
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Quanto ao objetivo deste exercício, é muito simples. Percebendo ou não, todos nós comparamos perigos regularmente, decidindo quais merecem atenção especial e com quais não devemos nos preocupar. Fazemos isso comparando a gravidade potencial, os dados e a exposição pessoal.
E quanto mais entendermos esse processo, melhor conseguiremos reconhecer o que pode nos causar danos.
Paul Balmert
Setembro de 2021
